A dengue é uma doença infecciosa causada por um vírus e transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti. Ela pode começar com sintomas leves, mas também pode evoluir e trazer complicações mais sérias
No Brasil, a dengue faz parte da nossa realidade há muitos anos. Em 2024, o país registrou mais de 6 milhões de casos. Em 2025, houve uma redução importante, mas, em 2026, a doença continua circulando, com mais de 187 mil casos já registrados até março deste ano.
Ou seja: mesmo com avanços, a atenção no dia a dia continua sendo essencial. Continue a leitura para entender mais.
O que são arboviroses e a relação com a dengue
A dengue faz parte de um grupo de doenças chamadas arboviroses. O nome pode parecer complicado, mas o significado é simples: são doenças transmitidas por mosquitos.
Além da dengue, também entram nesse grupo a Zika, o chikungunya e a febre amarela. Todas são transmitidas pelo mesmo mosquito e podem causar sintomas parecidos, como febre e dores no corpo. Por isso, ao apresentar sinais como febre e dores no corpo, o ideal é buscar orientação profissional.
Casos de dengue no Brasil em 2026
O Brasil acompanha a dengue de forma contínua por meio do Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde, que reúne dados atualizados sobre a evolução da doença no país.
Até março de 2026, já são 187.443 casos prováveis de dengue, além de 55 óbitos confirmados e 143 em investigação. O coeficiente de incidência está em 87,8 casos por 100 mil habitantes, o que mostra que a doença ainda está presente e merece atenção.
Quando olhamos para os últimos anos, o cenário fica mais claro. Em 2024, o país registrou um número recorde de casos. Em 2025, houve uma redução importante. Já em 2026, os números continuam menores, mas a dengue ainda está em circulação.
Os dados também mostram um padrão ao longo do ano. Os casos costumam aumentar nos primeiros meses, com destaque para fevereiro, março e abril, período em que o calor e as chuvas favorecem a reprodução do mosquito.
Outro ponto importante é que a dengue atinge pessoas de todas as idades, mas tem maior concentração entre adultos, principalmente entre 20 e 39 anos.
Mesmo com a redução em relação aos anos anteriores, esses dados reforçam um cuidado importante: a prevenção precisa fazer parte da rotina. Isso ajuda a reduzir riscos e proteger você e as pessoas ao seu redor.
Transmissão
A dengue é transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti infectada.
Esse mosquito vive perto das pessoas e se adapta muito bem ao ambiente urbano. Ele se reproduz em água parada e costuma picar durante o dia, principalmente no começo da manhã e no fim da tarde.
É importante lembrar: a dengue não passa de uma pessoa para outra. A transmissão acontece apenas pela picada do mosquito.
Sintomas da dengue
Na maioria das vezes, a dengue começa de repente, com febre alta. Os sintomas mais comuns são:
- dor de cabeça;
- dor atrás dos olhos;
- dores no corpo e nas articulações;
- cansaço;
- náusea e vômito;
- manchas na pele.
Muita gente se recupera bem, mas é importante acompanhar a evolução dos sintomas, pois alguns sinais indicam que a situação pode ser mais grave:
- dor abdominal forte;
- vômitos persistentes;
- tontura ou sensação de desmaio;
- dificuldade para respirar;
- sangramentos.
Se esses sintomas aparecerem, o ideal é procurar atendimento médico o quanto antes.
Tratamento
Ainda não existe um remédio específico para curar a dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas e evitar complicações. A hidratação é o principal cuidado, portanto, é importante tomar água, soro caseiro e água de coco.
Em casos mais graves, pode ser necessário atendimento hospitalar.
Outro ponto importante: evitar a automedicação. Medicamentos como aspirina e anti-inflamatórios não devem ser usados, pois podem aumentar o risco de sangramentos.
Vacina contra dengue: o que você precisa saber
A vacina contra a dengue é uma aliada importante na redução de casos graves, mas não substitui os cuidados de prevenção no dia a dia.
O imunizante desenvolvido pelo Instituto Butantan foi criado para proteger contra os quatro tipos do vírus da dengue. Ele atua estimulando o organismo a produzir anticorpos, ajudando o corpo a reagir de forma mais eficiente caso tenha contato com o vírus.
Uma das vantagens é que a vacina pode ser aplicada em dose única. Atualmente, a vacinação é indicada para pessoas entre 12 e 59 anos, conforme orientação de saúde.
No entanto, ela não é recomendada para gestantes, mulheres em fase de amamentação e pessoas com o sistema imunológico comprometido. Por isso, a avaliação de um profissional de saúde é essencial antes da vacinação.
Também é importante saber que, mesmo vacinado, é necessário manter os cuidados para evitar a picada do mosquito. Isso porque a vacina ajuda a reduzir o risco de formas graves, mas não elimina completamente a possibilidade de infecção.
Como prevenir a dengue no dia a dia
A melhor forma de se proteger é evitar a proliferação do mosquito. Como ele se desenvolve em água parada, algumas atitudes podem ajudar:
- manter a caixa d’água bem fechada;
- limpar calhas e ralos;
- colocar areia nos pratos de plantas;
- evitar acúmulo de lixo e entulho;
- guardar pneus em locais cobertos;
- virar garrafas e recipientes para baixo.
Esses cuidados precisam fazer parte da rotina, não só em períodos de surto.
Dúvidas comuns
Por que os casos de dengue aumentam no verão?
Os casos de dengue aumentam no verão porque o calor e a chuva criam o ambiente ideal para o mosquito Aedes aegypti se reproduzir.
As altas temperaturas aceleram o ciclo de vida do mosquito, enquanto a água parada acumulada pela chuva facilita a formação de criadouros. Por isso, os primeiros meses do ano costumam concentrar mais casos da doença.
Dengue pode acontecer mais de uma vez?
Sim, a dengue pode acontecer mais de uma vez. Isso acontece porque existem quatro tipos diferentes do vírus. Quando a pessoa é infectada por um deles, ela desenvolve imunidade apenas para aquele tipo específico.
Em uma nova infecção por outro tipo, o risco de formas mais graves pode ser maior. Por isso, a prevenção continua sendo importante mesmo para quem já teve dengue.
Quanto tempo dura a dengue?
A dengue costuma durar entre 5 e 7 dias na fase mais intensa. No entanto, o cansaço e a fraqueza podem continuar por mais tempo, mesmo após a melhora da febre. Cada pessoa pode ter uma recuperação diferente, dependendo do organismo e da gravidade do caso.
Quem tem mais risco de complicações?
Qualquer pessoa pode ter dengue, mas alguns grupos têm maior risco de complicações:
- idosos;
- crianças pequenas;
- pessoas com doenças crônicas, como diabetes e hipertensão;
- pessoas que já tiveram dengue anteriormente.
Nesses casos, é ainda mais importante procurar atendimento médico ao surgirem os primeiros sintomas.
O que tomar para dengue?
Não existe um remédio específico para curar a dengue. O tratamento é feito para aliviar os sintomas, sendo a hidratação o principal cuidado. É recomendado consumir bastante líquido, como água, soro caseiro e água de coco.
Medicamentos para dor e febre podem ser indicados por um profissional de saúde, mas sempre com orientação médica.
Qual remédio não pode tomar com dengue?
Medicamentos como aspirina (AAS) e anti-inflamatórios não devem ser usados em casos de dengue. Eles aumentam o risco de sangramentos, que é uma das complicações mais graves da doença.
Por isso, evitar a automedicação é essencial. Ao apresentar sintomas, o ideal é procurar orientação médica.
Como a dengue é transmitida?
A dengue é transmitida pela picada do mosquito da dengue infectado, o Aedes aegypti.
Ele se infecta ao picar uma pessoa doente e, depois, pode transmitir o vírus para outras pessoas. Não há transmissão direta de pessoa para pessoa.
Como é o mosquito da dengue?
O mosquito da dengue é pequeno, de cor escura, com listras brancas no corpo e nas pernas. Ele vive próximo das pessoas, principalmente em áreas urbanas, e se reproduz em água parada. Por isso, é comum encontrá-lo em recipientes como vasos, garrafas e caixas d’água mal vedadas.
Dengue pode evoluir para dengue hemorrágica?
Sim. Em alguns casos, a dengue pode evoluir para formas mais graves, como a dengue hemorrágica. Esse quadro está associado a sintomas como sangramentos, dor abdominal intensa e queda da pressão arterial, e precisa de atendimento médico imediato.