MDS Cast: Maternidade (EP 22)

8 de maio de 2026

desafios da maternidade

A maternidade é uma fase marcada por transformações profundas, que vão muito além da chegada de um filho. Mudanças físicas, emocionais, sociais e profissionais fazem parte desse processo, que pode ser tão intenso quanto desafiador. Por isso, é importante olhar para essa experiência com mais realidade e menos idealização. 

No episódio 22 do MDS Cast, Talita Saud, enfermeira de Gestão de Saúde na MDS Brasil, Luciana Lopardo, VP de RH da MDS Brasil, Pricila Pena, gerente jurídico da MDS Brasil, Aline de Mattos, executiva de contas de Partners na MDS Brasil, Pricila Cruz, gerente de Placement de Benefícios na MDS Brasil, Priscila Oliveira, especialista de seguros na MDS Brasil, Leiriellen Queiroz, coordenadora de operações na MDS Brasil, e Camila Leme, psicóloga clínica convidada, se juntam a uma roda de conversa para falar sobre a maternidade e os diferentes desafios que fazem parte dessa jornada. 

Ao longo do episódio, são abordados temas como saúde emocional, carreira, rede de apoio e as diferentes formas de maternar, trazendo reflexões reais sobre essa experiência. 

Assista ao episódio completo no YouTube: 

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O que é maternidade e por que ela transforma tanto a vida da mulher? 

A maternidade envolve muito mais do que o nascimento ou a criação de um filho. Ela pode transformar a identidade, a rotina, as prioridades e até a forma como a mulher se enxerga e ocupa seu papel na família e na sociedade. 

Essa experiência não acontece da mesma forma para todas. Ela varia de acordo com fatores como contexto familiar, financeiro, emocional e social. Por isso, não existe uma vivência materna única ou padrão. 

Ao mesmo tempo, é importante olhar para os desafios reais dessa jornada. Entre eles, estão o cansaço constante, a privação de sono, as mudanças no corpo e a necessidade de reorganizar completamente a rotina. 

A sobrecarga mental também é uma realidade frequente, assim como as inseguranças, as alterações hormonais e as cobranças externas.  

Muitas mulheres ainda lidam com a comparação com outras mães e com a pressão de corresponder a uma ideia de “mãe perfeita”, o que pode gerar culpa, ansiedade e sensação de insuficiência. 

Maternidade ao longo do tempo: os desafios mudam 

A maternidade não é uma fase passageira. Ela se transforma ao longo do tempo, acompanhando o crescimento dos filhos e exigindo adaptações constantes. 

Gestação 

A gestação costuma ser o primeiro grande marco dessa jornada. Nesse período, as mudanças físicas e hormonais já começam a impactar o dia a dia, ao mesmo tempo em que surgem expectativas, medos e inseguranças. 

Também é nesse momento que muitas mulheres iniciam a construção do vínculo com o bebê, ainda que de forma gradual e diferente para cada uma. 

Primeiros meses 

Os primeiros meses após o nascimento costumam ser os mais intensos. A adaptação à nova rotina, a privação de sono, a amamentação e o cansaço físico e emocional fazem parte desse período. 

É comum que, nos primeiros dias, algumas mulheres apresentem o chamado baby blues, caracterizado por tristeza passageira, choro fácil e maior sensibilidade emocional. Esses sintomas costumam ser leves e temporários. 

Já a depressão pós-parto apresenta sinais mais intensos e duradouros, como tristeza persistente, perda de interesse, exaustão extrema, dificuldade de vínculo com o bebê e sensação constante de culpa. Nesse caso, é fundamental buscar acompanhamento profissional. 

Existe ainda a psicose pós-parto, uma condição rara, mas grave, que exige atenção médica imediata. 

Primeira infância 

Com o passar dos meses, a rotina começa a se estruturar, e o vínculo entre mãe e filho se fortalece. 

Nesse momento, também é importante desmistificar a ideia de instinto materno como algo automático. O vínculo pode ser construído com o tempo, por meio da convivência, do cuidado e da adaptação à nova realidade. 

Cada relação é única e se desenvolve de forma diferente. 

Infância 

Na infância, surgem novos desafios relacionados ao desenvolvimento, à socialização e à construção de limites. 

A escola, as interações com outras crianças e o desenvolvimento emocional passam a fazer parte da rotina, exigindo acompanhamento e presença. 

Adolescência 

Na adolescência, os desafios se transformam novamente. Os filhos passam a construir suas próprias opiniões, buscar autonomia e lidar com mudanças emocionais intensas. 

Para muitas mães, esse período também traz um tipo de “luto simbólico”, relacionado ao fim de fases anteriores e à necessidade de adaptação a uma nova dinâmica de relação. 

Outros tipos de maternidade 

A maternidade não acontece de uma única forma. Existem diferentes realidades e todas elas são válidas. Saiba mais. 

Maternidade solo

A maternidade solo é uma realidade cada vez mais presente no Brasil e traz desafios que vão além da rotina de cuidados. Quando a responsabilidade pela criação dos filhos recai majoritariamente sobre uma única pessoa, a sobrecarga pode impactar aspectos financeiros, emocionais e até o acesso a serviços essenciais. 

De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV), mais de 11 milhões de mulheres no país criam seus filhos sozinhas. Esse número cresceu cerca de 17,8% na última década, refletindo mudanças sociais importantes e, ao mesmo tempo, evidenciando a necessidade de maior suporte para essas famílias. 

Outro ponto relevante é que aproximadamente 72,4% dessas mães vivem apenas com os filhos, sem uma rede de apoio próxima. Esse cenário pode tornar ainda mais desafiadora a conciliação entre trabalho, cuidado e vida pessoal. 

Ser mãe solo não está necessariamente ligado ao estado civil. Muitas mulheres vivenciam essa realidade mesmo quando há outras pessoas ao redor, mas sem uma divisão efetiva de responsabilidades no dia a dia. 

Maternidade atípica  

A maternidade atípica envolve a vivência de mães que cuidam de filhos com deficiência, condições crônicas ou neurodivergências. Nesses casos, a rotina costuma ser mais intensa e exige adaptações constantes. 

Consultas frequentes, terapias e acompanhamentos especializados passam a fazer parte do dia a dia, o que pode gerar cansaço físico e emocional. Além disso, muitas dessas mães precisam reorganizar a própria vida profissional e pessoal para dar conta das demandas. 

Ao mesmo tempo, essa jornada também traz aprendizados importantes. Pequenas conquistas, que muitas vezes passam despercebidas em outras realidades, podem ter um significado profundo para cada família.  

Cada avanço é valorizado de forma única, reforçando a importância de respeitar o tempo e as particularidades de cada criança. 

Maternidade além da biologia 

A maternidade não está limitada ao vínculo biológico. Ela também pode ser construída por meio do cuidado, da presença e da convivência ao longo do tempo. 

Casos de adoção, madrastas que assumem um papel ativo na criação dos filhos e outras configurações familiares mostram que o vínculo materno pode surgir de diferentes formas. 

Nessas situações, o afeto é desenvolvido na rotina, nas trocas do dia a dia e na construção gradual da relação. 

Mais do que uma condição biológica, ser mãe também está relacionado ao compromisso com o cuidado e ao envolvimento na vida da criança. 

Maternidade e carreira: como conciliar diferentes papéis 

Conciliar maternidade e carreira é um dos maiores desafios enfrentados por muitas mulheres. Equilibrar o trabalho, o cuidado com os filhos, as responsabilidades domésticas e a vida pessoal pode gerar uma sensação constante de sobrecarga. 

É comum que surjam sentimentos de culpa, tanto ao continuar trabalhando quanto ao pausar ou desacelerar a carreira. Esse conflito faz parte da realidade de muitas mães e não deve ser encarado como falha individual. 

Na psicologia, o conceito de preocupação materna primária ajuda a explicar esse período inicial em que a atenção da mãe se volta intensamente para o bebê, especialmente nos primeiros meses de vida. 

Esse movimento é natural, mas pode impactar a forma como a mulher se relaciona com outras áreas da vida, como o trabalho. 

Por isso, é importante entender que a conciliação entre maternidade e carreira não depende apenas de organização pessoal. Ela está diretamente ligada ao contexto, ao apoio disponível, às condições de trabalho e ao ambiente profissional. 

A importância da rede de apoio na maternidade 

A rede de apoio é um dos fatores mais importantes para a saúde física e emocional das mães. Ter pessoas com quem contar no dia a dia pode fazer toda a diferença na forma como essa jornada é vivida. Esse apoio pode acontecer de várias formas como: 

  • ajuda prática na rotina; 
  • divisão de cuidados com o bebê;  
  • apoio emocional por meio da escuta e do acolhimento. 

A rede de apoio familiar, por exemplo, pode incluir avós, parceiros, irmãos e outras pessoas próximas. No entanto, é importante que esse suporte seja oferecido com respeito, sem julgamentos ou imposições sobre a forma de maternar. 

Para mães que não contam com esse tipo de apoio, existem alternativas possíveis, como grupos de mães, comunidades locais, acompanhamento psicológico, serviços de saúde e redes de troca entre outras mulheres. 

Mesmo que não substitua o papel da mãe, a rede de apoio ajuda a sustentar o cuidado e permite que ela também possa olhar para si. 

E, se você quer se aprofundar nesse tema e ouvir diferentes perspectivas sobre a maternidade, vale conferir também o outro episódio do MDS Cast sobre congelamento de óvulos

  • 08/05/2026 16:17Versão atual
  • 08/05/2026 16:16Revisão

Conteúdo produzido pela equipe de Gestão de Saúde da MDS Brasil

Nossa equipe editorial reúne médicos e profissionais de saúde de diversas áreas.

Responsável Técnico

Dr. Claudio Albuquerque

Diretor de Gestão de Saúde da MDS Brasil (CRM 188683)

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