Pneumonia: sintomas, causas, tratamento e prevenção 

24 de agosto de 2026

pneumonia

Apesar de ser uma doença comum, a pneumonia merece atenção. No Brasil, ela está entre as principais causas de internação hospitalar, especialmente entre crianças pequenas e idosos. A boa notícia é que, na maioria dos casos, tem cura, e existem formas eficazes de prevenção. 

Neste conteúdo, você vai entender o que é pneumonia, como reconhecer os sintomas, de que forma acontece o contágio, quais são os tipos da doença e o que fazer para se proteger. Confira! 

O que é pneumonia? 

Pneumonia é uma infecção aguda dos pulmões que provoca inflamação nos alvéolos, as pequenas estruturas responsáveis pela troca de oxigênio no corpo, que podem se encher de secreção e dificultar a respiração. Quando isso acontece, a troca de oxigênio fica comprometida e o corpo passa a trabalhar com mais esforço. 

A doença pode atingir um pulmão ou os dois ao mesmo tempo. Quando afeta os dois lados, é chamada de pneumonia bilateral, um quadro que costuma exigir acompanhamento mais próximo. 

É diferente de uma gripe ou resfriado. Enquanto essas infecções ficam concentradas nas vias aéreas superiores (nariz e garganta), a pneumonia atinge o tecido pulmonar. Por isso, os sintomas tendem a ser mais intensos e duradouros. 

Quais são os sintomas de pneumonia? 

Os sintomas de pneumonia mais comuns são febre alta, tosse (seca ou com catarro), dor no peito ao respirar e falta de ar. O quadro costuma lembrar uma gripe forte que não melhora com o passar dos dias. Outros sinais frequentes incluem: 

  • cansaço e fraqueza; 
  • calafrios e suor intenso; 
  • respiração rápida e curta; 
  • dor no corpo; 
  • falta de apetite. 

Sintomas em crianças e idosos 

Nas crianças, a respiração rápida e o esforço para respirar (quando as costelas “afundam” a cada inspiração) são sinais importantes. Bebês podem apresentar irritabilidade, recusa alimentar e sonolência. 

Nos idosos, a pneumonia pode se manifestar de forma diferente: confusão mental, queda do estado geral e desânimo podem aparecer antes mesmo da febre. Por isso, mudanças repentinas de comportamento em pessoas mais velhas merecem atenção. 

Como identificar o começo de pneumonia 

No início, a pneumonia pode ser confundida com um resfriado comum. O alerta surge quando os sintomas pioram em vez de melhorar. Procure atendimento se a febre persistir por mais de três dias, se houver falta de ar, dor no peito ou piora de um quadro gripal que já dura mais de uma semana.  

Em crianças pequenas e idosos, o ideal é buscar avaliação ainda mais cedo, diante de qualquer sinal de esforço para respirar, sonolência excessiva ou confusão mental. 

A pneumonia identificada no início tem tratamento mais simples e recuperação mais rápida. Na dúvida, não espere: uma consulta pode fazer toda a diferença. 

Veja o que causa pneumonia 

A pneumonia é causada principalmente por bactérias e vírus que atingem os pulmões. A bactéria pneumococo (Streptococcus pneumoniae) é a causa mais frequente da forma bacteriana, enquanto vírus respiratórios, como o da gripe, respondem por boa parte dos casos virais. Alguns fatores aumentam o risco de desenvolver a doença: 

  • idade – crianças menores de 5 anos e adultos acima de 60 são mais vulneráveis; 
  • tabagismo – que compromete as defesas naturais do pulmão; 
  • doenças crônicas – diabetes, asma e problemas cardíacos; 
  • imunidade baixa – deixa o organismo mais exposto a doenças, incluindo a pneumonia. 
  • gripes e resfriados – quando mal curados, que abrem caminho para infecções bacterianas. 

Pneumonia é contagiosa? Como se pega pneumonia? 

A pneumonia em si não é transmitida de pessoa para pessoa, mas os microrganismos que podem causá-la, sim. Vírus e bactérias circulam por gotículas de tosse, espirro e fala, além de superfícies contaminadas. 

Na prática, isso significa que conviver com alguém com pneumonia não faz você “pegar” a doença automaticamente. O que pode acontecer é entrar em contato com o agente causador e, dependendo das suas defesas, desenvolver desde um resfriado leve até um quadro mais sério. 

Por isso, hábitos simples ajudam na proteção: lavar as mãos com frequência, manter ambientes ventilados e evitar contato próximo com pessoas doentes. 

Conheça os tipos de pneumonia 

Os principais tipos de pneumonia são a bacteriana, a viral, a atípica e a hospitalar (nosocomial). A classificação depende do agente causador e do local onde a infecção foi adquirida. 

Pneumonia bacteriana 

É a forma mais comum e, em geral, a que provoca sintomas mais intensos, como febre alta e tosse com catarro. O pneumococo é o principal causador. Costuma responder bem ao tratamento quando iniciado cedo. 

Pneumonia viral 

Causada por vírus respiratórios, como influenza (gripe) e vírus sincicial respiratório. Os sintomas podem ser mais graduais. Em alguns casos, uma infecção viral abre caminho para uma pneumonia bacteriana em seguida. 

Pneumonia atípica 

Provocada por microrganismos menos comuns, costuma ter evolução mais lenta e sintomas mais brandos, como tosse seca persistente e mal-estar. Por parecer um quadro leve, muitas vezes a pessoa demora a procurar atendimento. 

Pneumonia hospitalar (nosocomial) 

É a que se desenvolve durante uma internação, geralmente após 48 horas no hospital. Merece atenção especial porque pode envolver bactérias mais resistentes, exigindo acompanhamento intensivo da equipe de saúde. 

Pneumonia é grave? Tem cura? 

A pneumonia tem cura na grande maioria dos casos, principalmente quando o diagnóstico é feito cedo e o tratamento é seguido corretamente. Muitos quadros são tratados em casa, com repouso e medicação orientada pelo médico. 

A gravidade depende de fatores como idade, estado de saúde geral e tipo de pneumonia. Crianças pequenas, idosos e pessoas com doenças crônicas ou imunidade baixa têm mais risco de complicações e podem precisar de internação. 

No Brasil, o SUS registra anualmente mais de 600 mil internações por pneumonia e influenza, o que reforça a importância de não subestimar os sintomas e de investir na prevenção.  

Diagnóstico de pneumonia: saiba como é realizado 

O diagnóstico de pneumonia é feito pelo médico a partir dos sintomas, do exame físico e, quando necessário, de exames de imagem. Na ausculta, o profissional identifica ruídos característicos da infecção. 

A radiografia de tórax é o exame mais utilizado para confirmar o quadro: ela mostra a diferença entre um pulmão normal e um pulmão com pneumonia, revelando as áreas afetadas pela inflamação. Exames de sangue e de secreção também podem ajudar a identificar o agente causador e orientar o tratamento. 

Conheça o tratamento para pneumonia 

O tratamento da pneumonia depende da causa da infecção e é sempre definido por um médico. Nas pneumonias bacterianas, são usados antibióticos. Nos quadros virais, o foco costuma ser o controle dos sintomas, e em situações específicas o médico pode indicar antivirais. Além da medicação, fazem parte da recuperação: 

  • repouso; 
  • boa hidratação; 
  • alimentação equilibrada; 
  • retorno ao médico se os sintomas não melhorarem. 

Um ponto importante: nunca use antibióticos por conta própria ou aproveite sobras de tratamentos anteriores. O uso incorreto pode mascarar o quadro e contribuir para a resistência bacteriana. Casos mais graves, com dificuldade importante para respirar ou queda de oxigenação, podem exigir internação. 

Saiba como prevenir a pneumonia 

A vacinação é a forma mais eficaz de prevenir os casos graves de pneumonia. Desde junho de 2026, a vacina Pneumo 20 faz parte do Calendário Nacional de Vacinação e está disponível gratuitamente no SUS para crianças menores de 5 anos, com esquema de duas doses, aos 2 e 4 meses, e reforço aos 12 meses.  

Ela protege contra 20 tipos do pneumococo, ampliando a cobertura em relação às vacinas anteriores.  

vacina da gripe também é uma aliada importante, já que a influenza pode evoluir para pneumonia ou facilitar infecções bacterianas. Idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas fazem parte dos grupos prioritários das campanhas anuais. No dia a dia, outros cuidados ajudam a reduzir o risco: 

  • lavar as mãos com frequência; 
  • manter os ambientes ventilados; 
  • não fumar; 
  • tratar gripes e resfriados com atenção, sem “empurrar” a doença; 
  • manter a carteira de vacinação em dia, inclusive a das crianças. 

Vale conferir na unidade básica de saúde ou pelo aplicativo Meu SUS Digital como está a situação vacinal da família. 

Cuidar da respiração é cuidar da vida 

A pneumonia é uma doença séria, mas que pode ser prevenida, diagnosticada e tratada com sucesso. Reconhecer os sintomas, vacinar quem você ama e procurar ajuda médica no momento certo são atitudes que protegem toda a família. 

Quer continuar cuidando da sua saúde respiratória? Aproveite para entender como diferenciar a tosse alérgica de outros tipos de tosse. 

Perguntas frequentes sobre pneumonia 

O que é pneumonia silenciosa? 

Pneumonia silenciosa é a forma da doença que evolui com sintomas discretos ou pouco perceptíveis, como cansaço leve, tosse fraca e febre baixa ou ausente. Ela é mais comum em idosos e pessoas com imunidade comprometida, e o diagnóstico costuma acontecer mais tarde, quando o quadro já avançou.  

Quanto tempo dura uma pneumonia? 

 Em geral, os sintomas melhoram nas primeiras semanas de tratamento, mas o cansaço pode durar mais tempo. O prazo varia conforme o tipo de pneumonia, a idade e a saúde geral da pessoa. 

Qual a diferença entre gripe e pneumonia? 

A gripe atinge principalmente nariz e garganta e tende a melhorar em poucos dias. A pneumonia afeta os pulmões, com febre persistente, dor no peito e falta de ar. Uma gripe que só piora merece avaliação médica. 

Quem pode tomar a vacina da pneumonia pelo SUS? 

A gripe atinge principalmente nariz e garganta e tende a melhorar em poucos dias. A pneumonia afeta os pulmões, com febre persistente, dor no peito e falta de ar. Uma gripe que só piora merece avaliação médica. 

Pneumonia bilateral é mais grave? 

A pneumonia bilateral atinge os dois pulmões e costuma exigir acompanhamento mais próximo, mas a gravidade depende de cada caso. O médico avalia a extensão do quadro e define o melhor tratamento.

  • 24/08/2026 14:43Versão atual
  • 24/08/2026 14:43Revisão

Conteúdo produzido pela equipe de Gestão de Saúde da MDS Brasil

Nossa equipe editorial reúne médicos e profissionais de saúde de diversas áreas.

Responsável Técnico

Dr. Claudio Albuquerque

Diretor Executivo Médico da MDS Brasil (CRM 188683)

Veja também

Cotação do plano de saúde

Preencha o formulário abaixo para que o nosso time comercial entre em contato o mais breve possível.