Glaucoma: sintomas, causas e importância do diagnóstico precoce

13 de fevereiro de 2026

glaucoma

O glaucoma é uma doença causada geralmente pelo aumento da pressão intraocular (PIO). Isto é, quando a pressão dentro do olho se eleva, pode danificar o nervo ótico, comprometer a transmissão dos sinais visuais para o cérebro e até causar cegueira definitiva.

Hoje, estima-se que o glaucoma afete 1,7 milhão de pessoas no Brasil, ficando apenas atrás da catarata como principal causa de cegueira. Embora não tenha cura, é fundamental realizar o diagnóstico precocemente. Com tratamento adequado, é possível controlá-lo.

Causas e fatores de risco do glaucoma 

Embora a causa mais comum do glaucoma seja o aumento da pressão intraocular, há outros fatores de risco: idade acima de 40 anos, pessoas com alto grau de miopia e diabéticos.

É importante saber também que o glaucoma é hereditário. A presença de glaucoma na família aumenta de forma considerável as chances de alguém desenvolver a doença.

Principais tipos de glaucoma 

De forma geral, o glaucoma se divide em cinco tipos. São eles:

  • Glaucoma primário de ângulo aberto: é o mais comum, causado por problemas no sistema de drenagem interno do olho que aumentam a pressão intraocular. Tem evolução lenta e dificilmente é notado pelo paciente.
  • Glaucoma de ângulo fechado: é o segundo mais comum, causado pela obstrução da abertura do sistema de drenagem do olho. Também costuma ter evolução lenta e sem sintomas. Mas, quando essa obstrução acontece de forma rápida e muito extensa, é chamado de glaucoma agudo.
  • Glaucoma congênito: por falha na formação no sistema de drenagem do olho, causa aumento da pressão intraocular logo ao nascimento ou nos primeiros meses de vida.
  • Glaucoma secundário: é causado por outros fatores, como traumas, diabetes, uso de medicações, inflamações ou hipertensão arterial, que levam ao aumento da pressão intraocular.

Quais são os sintomas

Na maioria das vezes, ele é assintomático: não causa dor, coceira, ardência nem incômodo nos olhos. Mesmo assim, danifica o nervo óptico, e os prejuízos à visão só aparecem com a doença em estágio avançado.

Já no caso do glaucoma agudo, como há aumento repentino da pressão intraocular, os sintomas são dor forte nos olhos e na cabeça, enjoo e visão turva.

O glaucoma congênito costuma dar sinais nas crianças, como um olho grande e sem brilho, lacrimejamento e alta sensibilidade à luz.  

Se notar esses sintomas, busque um médico quanto antes.

Como é feito o diagnóstico do glaucoma? 

O glaucoma pode ser diagnosticado por meio de exames oftalmológicos como:

  • Tonometria: mede a pressão intraocular (entre a íris e a córnea), geralmente por meio de um sopro de ar (sem contato direto). É rápido e indolor.
  • Fundo de olho: permite que a visualização da retina, do nervo óptico e dos vasos sanguíneos do olho por meio de um aparelho chamado oftalmoscópio. É necessário dilatar a pupila com um colírio. 
  • Campo visual: um exame rápido que avalia o campo visual, medindo a visão periférica e identificando falhas em diferentes áreas. Utiliza aparelhos para projetar luzes de diferentes intensidades e tamanhos em uma tela e registra as respostas do paciente sobre quando e onde essas luzes são percebidas, permitindo que o médico identifique áreas de perda visual, por exemplo.

Tratamentos disponíveis  

Embora não tenha cura, o glaucoma tem tratamento e, seguindo as indicações e acompanhamento médicos, é possível levar uma vida normal com a doença. Entre os principais tratamentos para o glaucoma podemos citar:

  • Colírios: feitos à base de betabloquadores que atuam na redução da pressão intraocular e podem ser usados de forma contínua.
  • Medicamentos: são utilizados de forma emergencial, a curto prazo, geralmente quando o glaucoma é causado por outra doença, como a diabetes.   
  • Procedimentos a laser: opção não invasiva que utiliza baixa energia para atuar no sistema de drenagem do olho e reduzir a pressão intraocular.  
  • Cirurgia de glaucoma: procedimento pouco invasivo que cria uma abertura na parede do olho para que o humor aquoso drene e haja redução na pressão.

Como prevenir o glaucoma?

Embora não seja possível prevenir o glaucoma, existem muitas formas de diagnosticá-la precocemente e evitar sequelas na visão, inclusive a cegueira.

O ideal é manter o acompanhamento com o oftalmologista por toda a vida e adotar hábitos saudáveis no dia a dia (evitar o fumo e praticar atividades físicas). Isso contribui para o controle doenças como diabetes e hipertensão, que podem agravar o quadro do glaucoma. 

Conheça a Semana Mundial do Glaucoma 

A Semana Mundial do Glaucoma é uma iniciativa global organizada pela World Glaucoma Association que, desde 2008, tem o objetivo de reunir comunidades no mundo todo para lutar juntas contra a cegueira causada pela doença.

Todos são convidados a se conscientizar e compartilhar formas de prevenção: pacientes, profissionais e autoridades de saúde e o público em geral. Este ano, acontece de 8 a 14 de março.

Perguntas frequentes

Glaucoma é grave? 

Por não demonstrar sintomas e poder causar danos irreversíveis como a cegueira, o glaucoma é considerado uma doença grave. No entanto, com diagnóstico precoce e tratamento contínuo, é possível estabilizar a doença.

Glaucoma tem cura? 

O glaucoma não tem cura. Porém, como vimos acima, há possibilidades de tratamento para impedir a evolução dos sintomas.

Quais alimentos devem ser evitados por quem tem glaucoma? 

De forma geral, a indicação para pacientes com glaucoma é evitar qualquer possibilidade de aumento da pressão arterial e, consequentemente, da pressão intraocular. No caso da alimentação, isso consiste em evitar alimentos ultraprocessados e ricos em sal, além de álcool e cafeína.

Glaucoma cega em quanto tempo? 

Segundo estudos, os casos de glaucoma que evoluem para cegueira costumam levar de 7 a 15 anos para evoluir – sempre dependendo da gravidade de cada um.

  • 13/02/2026 10:29Versão atual
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