Doenças do coração: tipos, sintomas e como cuidar da saúde cardiovascular

12 de junho de 2026

doenças do coração

As doenças do coração afetam milhões de brasileiros todo ano e estão entre as principais causas de morte no mundo, mas muitas delas podem ser prevenidas ou tratadas quando identificadas cedo. Entender o que elas são, como se manifestam e o que está ao nosso alcance fazer é um cuidado que começa agora. 

Conhecer os tipos mais comuns, os sinais de alerta e os hábitos que fazem a diferença é o primeiro passo para cuidar de quem mais importa: você. Continue a leitura e saiba como prevenir ou tratar as principais doenças cardiovasculares. 

O que são as doenças do coração? 

Doenças do coração é o nome dado a um conjunto de condições que afetam o funcionamento do coração e dos vasos sanguíneos. O termo técnico é doenças cardiovasculares, e elas também podem ser chamadas de cardiopatias. 

Algumas dessas condições surgem ao longo da vida, por influência de hábitos, genética ou outras doenças. Outras estão presentes desde o nascimento. Em todos os casos, o que está em jogo é a capacidade do coração de cumprir sua função: bombear sangue, nutrir o organismo e manter tudo funcionando.  

Quais são os tipos mais comuns de doenças do coração? 

O coração pode ser afetado de diferentes formas. Cada tipo de doença tem características próprias, e conhecê-las ajuda a reconhecer sinais de alerta e buscar cuidado no momento certo. Abaixo, você conhece as principais. 

Arritmia (fibrilação atrial) 

É uma alteração no ritmo dos batimentos cardíacos. O coração pode bater mais rápido, mais devagar ou de forma irregular. 

Entre as arritmias, a fibrilação atrial merece atenção especial, pois pode aumentar o risco de formação de coágulos e estar relacionada a casos de AVC isquêmico de origem cardioembólica. 

Nem toda arritmia representa risco imediato, mas o acompanhamento médico é fundamental para entender cada caso e definir se há necessidade de tratamento. 

Insuficiência cardíaca 

Acontece quando o coração perde a capacidade de bombear sangue com eficiência suficiente para suprir as necessidades do organismo. Os sinais mais comuns são cansaço excessivo, falta de ar e inchaço nas pernas e pés, especialmente após esforços simples. 

Infarto agudo do miocárdio 

O popular “ataque cardíaco” ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é interrompido, geralmente por causa de um coágulo. É uma emergência médica. Quanto mais rápido o atendimento, maiores as chances de recuperação. 

Problemas nas válvulas cardíacas 

As válvulas cardíacas controlam a passagem do sangue dentro do coração. Quando não funcionam adequadamente, podem dificultar esse fluxo ou permitir que o sangue retorne para a direção errada. 

Dependendo do caso, essas alterações podem causar falta de ar, cansaço, palpitações, inchaço e aumentar o risco de complicações. 

Curiosidade: você sabia que existe a síndrome do coração partido? 

Pode parecer metáfora, mas a ciência confirma: o coração pode, de fato, ser afetado por emoções intensas. A síndrome do coração partido, também conhecida como cardiomiopatia de Takotsubo ou cardiomiopatia do estresse, é uma condição real, reconhecida pela medicina. 

Mas calma: apesar do nome popular chamar atenção, essa síndrome não está entre as doenças cardíacas mais comuns. Estudos indicam que ela representa uma pequena parcela dos casos inicialmente suspeitos de Síndrome Coronariana Aguda, quadro que inclui situações como o infarto. Por isso, deve ser entendida como uma condição incomum

Ela pode acontecer após uma situação de grande estresse emocional ou físico, como a perda de alguém querido, o fim de um relacionamento, um diagnóstico difícil ou até uma emoção positiva muito intensa. 

Nessas situações, o corpo pode liberar uma quantidade elevada de hormônios do estresse, como a adrenalina. Essa descarga pode interferir temporariamente no funcionamento do músculo cardíaco, fazendo com que o coração se contraia de forma inadequada. 

Os sinais mais comuns são dor súbita no peito, falta de ar, cansaço, tonturas e desmaios. Por isso, ao sentir qualquer um desses sintomas, o caminho é sempre buscar atendimento médico imediatamente. Apenas um profissional de saúde pode avaliar o quadro e indicar o tratamento adequado. 

Essa síndrome costuma ser transitória. Em geral, o coração se recupera em dias ou semanas, sem deixar marcas permanentes. O tratamento pode incluir medicações para reduzir o esforço cardíaco e, quando necessário, acompanhamento para as causas emocionais envolvidas. 

Embora seja uma condição de baixa incidência, ela mostra como saúde emocional e saúde cardiovascular estão conectadas. Por isso, cuidar do estresse, manter uma rotina com atividade física, fortalecer vínculos sociais e buscar apoio profissional quando necessário também fazem parte do cuidado com o coração. 

Quais são os sintomas das doenças cardiovasculares? 

Os sintomas variam de acordo com o tipo e a gravidade de cada condição. Alguns são bastante conhecidos. Outros são sutis e podem passar despercebidos por um bom tempo. Por isso, vale prestar atenção em sinais que fogem do habitual: 

  • Dor ou pressão no peito, especialmente durante esforços; 
  • Falta de ar em situações simples do dia a dia; 
  • Palpitações ou sensação de coração acelerado; 
  • Cansaço excessivo sem causa aparente; 
  • Inchaço nas pernas, tornozelos ou pés; 
  • Tontura ou desmaios; 
  • Dor que irradia para o braço esquerdo, pescoço ou costas; 
  • Suor frio repentino, sem esforço físico. 

Atenção: ao sentir dor no peito intensa, falta de ar repentina ou qualquer sinal que pareça diferente do habitual, procure atendimento médico imediatamente. Em caso de suspeita de infarto ou AVC, ligue para o SAMU (192) ou vá ao pronto-socorro mais próximo. 

Mesmo sem sintomas, consultas de rotina e exames preventivos são importantes, especialmente se houver histórico familiar de doenças cardíacas, hipertensão, diabetes ou outros fatores de risco. 

Quais são as causas e fatores de risco das doenças do coração? 

As doenças do coração raramente têm uma causa única. Na maioria das vezes, são resultado de uma combinação de fatores acumulados ao longo do tempo. 

Alguns desses fatores estão fora do nosso controle, como histórico familiar, idade e sexo biológico. Mas outros podem ser modificados com hábitos e, quando necessário, tratamento: 

  • Hipertensão – a pressão alta é um dos principais fatores de risco cardiovascular e muitas vezes não causa sintomas perceptíveis.
  • Sedentarismo – a falta de atividade física regular compromete a saúde do coração a longo prazo. 
  • Alimentação inadequada – excesso de gordura saturada, sódio e açúcar aumenta o risco cardiovascular 
  • Tabagismo – o cigarro danifica os vasos sanguíneos e sobrecarrega o coração. 
  • Obesidade – o excesso de peso é um fator de risco significativo para doenças cardíacas. 
  • Doenças crônicas – diabetes, colesterol alto e outras condições aumentam o risco.  
  • Estresse e saúde mental – a conexão entre coração e saúde mental é real e documentada.  

Conhecer esses fatores é o primeiro passo para agir antes que eles virem um problema. 

Como prevenir as doenças do coração? 

A boa notícia é que muitas doenças cardiovasculares podem ser prevenidas, ou ao menos retardadas, com escolhas mais conscientes no cotidiano. Não precisa ser uma mudança radical da noite para o dia. O que faz diferença, de verdade, é a consistência. 

  • Cuide da alimentação – priorize frutas, vegetais, leguminosas, grãos integrais e proteínas magras. Reduza o consumo de sal, açúcar e gorduras saturadas. O equilíbrio é mais sustentável do que qualquer dieta restritiva. 
  • Mantenha-se ativo – 30 minutos de atividade física moderada por dia já fazem diferença para o coração. Caminhada, dança, natação, ciclismo: o que importa é criar o hábito com algo que você goste.
  • Cuide do sono – dormir mal de forma recorrente aumenta o risco cardiovascular. Buscar entre 7 e 9 horas de sono por noite é um cuidado que vai além do descanso: é saúde do coração também. 
  • Gerencie o estresse – o estresse crônico afeta o coração de forma direta. Encontrar formas de equilibrar as demandas do dia a dia, com momentos de lazer, descanso e apoio emocional, faz parte do cuidado cardiovascular. 
  • Faça exames regularmente – acompanhar pressão arterial, glicemia e colesterol com regularidade permite identificar riscos antes que se tornem problemas. O diagnóstico precoce é um dos maiores aliados da saúde do coração. 
  • Evite o tabagismo – parar de fumar traz benefícios cardiovasculares já nas primeiras semanas. Se precisar de apoio, existem programas de saúde específicos para ajudar nesse processo. 

O cuidado com o coração começa muito antes de qualquer sintoma aparecer, e a prevenção é sempre o caminho mais inteligente. Para saber mais, confira nossa campanha completa sobre saúde cardiovascular

  • 12/06/2026 10:51Versão atual
  • 12/06/2026 10:34Revisão

Conteúdo produzido pela equipe de Gestão de Saúde da MDS Brasil

Nossa equipe editorial reúne médicos e profissionais de saúde de diversas áreas.

Responsável Técnico

Dr. Claudio Albuquerque

Diretor de Gestão de Saúde da MDS Brasil (CRM 188683)

Veja também

Cotação do plano de saúde

Preencha o formulário abaixo para que o nosso time comercial entre em contato o mais breve possível.