MDS Cast: Congelamento de Óvulos (EP 20)

5 de março de 2026

mds cast congelamento de ovulos

Decidir se e quando ter filhos é uma escolha cada vez mais consciente. No cenário atual, muitas mulheres priorizam estudos, carreira, estabilidade financeira ou simplesmente ainda não se sentem prontas para a maternidade.  

Nesse contexto, o congelamento de óvulos surge como uma alternativa que amplia as possibilidades e oferece mais autonomia sobre o próprio planejamento reprodutivo. 

Falar sobre fertilidade não é apenas falar sobre gravidez. É falar sobre informação, prevenção e liberdade de escolha. Entender como o corpo funciona, o que é o relógio biológico e quais são as opções disponíveis ajuda a reduzir inseguranças e a tomar decisões com mais tranquilidade. 

No episódio 20 do MDS Cast, o tema foi debatido por Dra. Letícia Oliveira, Médica Ginecologista do Fleury; Talita Saud, Enfermeira de Gestão de Saúde na MDS Brasil; Mylena Cardoso, Enfermeira de Gestão de Saúde na MDS Brasil; Cristiana Barni, Gerente de Facilities na MDS Brasil. A conversa aborda aspectos técnicos, emocionais e sociais que envolvem essa decisão. 

Assista ao episódio completo no YouTube: 

Ou veja no Spotify: 

Abaixo, você confere informações importantes sobre o congelamento de óvulos, para entender como funciona, para quem é indicado e quais pontos devem ser considerados antes da decisão. 

O que é o congelamento de óvulos e para quem é indicado? 

O congelamento de óvulos, também chamado de criopreservação, é um procedimento que permite coletar e armazenar os óvulos da mulher em temperaturas muito baixas, cerca de –196 °C. Nessa condição, eles podem permanecer preservados por muitos anos. 

Os óvulos são as células reprodutivas femininas, armazenadas nos ovários. Quando fecundados por um espermatozoide, dão origem a um embrião. A fertilidade feminina está relacionada à quantidade e à qualidade desses óvulos, que diminuem naturalmente ao longo do tempo. 

Esse processo está ligado ao chamado relógio biológico. A mulher nasce com uma reserva limitada de óvulos e, a cada ciclo menstrual, parte deles é perdida. Com o avanço da idade, além da redução da quantidade, pode ocorrer diminuição da qualidade, o que pode tornar a gestação mais difícil. 

O congelamento pode ser considerado por mulheres que: 

  • desejam adiar a maternidade; 
  • vão iniciar tratamento oncológico, como quimioterapia; 
  • têm doenças que podem afetar os ovários, como endometriose
  • precisarão retirar os ovários por indicação médica. 

É importante reforçar que o procedimento não é uma garantia de gravidez futura, mas uma forma de preservar possibilidades.  

Além disso, as possibilidades de sucesso dependem de vários fatores, como a idade no momento da coleta, quantidade de óvulos congelados, qualidade do sêmen no momento da fertilização e condições de saúde da mulher. 

Como funciona o congelamento de óvulos? 

O processo começa com uma avaliação médica. São solicitados exames hormonais, como o hormônio antimülleriano (AMH), e ultrassonografia para avaliar a reserva ovariana. 

Em seguida, inicia-se a fase de estimulação hormonal. Durante cerca de 10 a 12 dias, a mulher utiliza medicações para estimular os ovários a produzirem mais óvulos no mesmo ciclo. Esse período é acompanhado por exames laboratoriais e ultrassons seriados. 

Quando os folículos atingem o tamanho adequado, é realizada a coleta por meio de punção transvaginal guiada por ultrassom. O procedimento dura em média 15 a 20 minutos, é feito com sedação e não exige internação prolongada. 

Após a coleta, apenas os óvulos maduros são selecionados e passam pelo processo de vitrificação, técnica de congelamento rápido que ajuda a preservar a integridade das células. 

Vale lembrar que o congelamento de óvulos é diferente do processo de congelar embriões. No congelamento de óvulos, apenas as células femininas são armazenadas. Já no congelamento de embriões, o óvulo é fertilizado antes de ser congelado. São decisões distintas e que devem ser avaliadas com orientação médica. 

Quais são os riscos e efeitos colaterais? 

O procedimento é considerado seguro quando realizado em centros especializados, mas pode envolver alguns riscos e efeitos colaterais. Durante a estimulação hormonal, podem surgir sintomas como: 

  • inchaço abdominal; 
  • sensibilidade nas mamas; 
  • alterações de humor; 
  • dor de cabeça; 
  • desconforto na região pélvica. 

Existe ainda um risco raro chamado hiperestimulação ovariana, quando os ovários respondem de forma exagerada aos hormônios, no entanto, isso é bem raro. 

A coleta não costuma causar dor durante o procedimento, pois é realizada com sedação. Após a punção, pode haver leve desconforto por alguns dias. 

Cada mulher deve ser avaliada individualmente para identificar possíveis contraindicações ou cuidados específicos. 

Quanto custa congelar óvulos? 

Na rede privada, os custos do congelamento de óvulos ainda são elevados. O valor pode variar conforme a clínica e a resposta hormonal da paciente, mas geralmente inclui: 

  • consultas e exames; 
  • medicações; 
  • procedimento de coleta; 
  • processo de vitrificação; 
  • taxa anual de armazenamento. 

Os planos de saúde, em geral, não cobrem o procedimento quando ele é realizado por planejamento reprodutivo.  

Já pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o congelamento pode ser oferecido principalmente para mulheres que vão iniciar tratamento contra o câncer ou passar por cirurgias que comprometam os ovários. 

Nesses casos, é essencial conversar com a equipe médica assim que possível, pois o procedimento precisa ser realizado antes do início do tratamento. 

Assista ao episódio completo para saber mais 

O congelamento de óvulos é uma alternativa que amplia as possibilidades de planejamento reprodutivo. Ele não substitui o acompanhamento médico nem elimina os efeitos do relógio biológico, mas pode oferecer mais tempo e mais autonomia para a mulher decidir. 

Informação é o primeiro passo para uma escolha consciente e alinhada ao seu momento de vida. 

Para aprofundar essa conversa e entender os diferentes pontos de vista apresentados pelas especialistas, assista ao episódio 21 do MDS Cast no YouTube ou no Spotify

  • 05/03/2026 16:10Versão atual
  • 05/03/2026 16:10Revisão
  • 05/03/2026 16:08Revisão

Conteúdo produzido pela equipe de Gestão de Saúde da MDS Brasil

Nossa equipe editorial reúne médicos e profissionais de saúde de diversas áreas.

Responsável Técnico

Dr. Claudio Albuquerque

Diretor de Gestão de Saúde da MDS Brasil (CRM 188683)

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