A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas produzidas na medula óssea, principalmente os glóbulos brancos. Em grande parte dos casos, sua origem é desconhecida.
A medula óssea tem um papel fundamental no organismo. Ela ocupa o interior dos ossos e é responsável pela produção das células do sangue: glóbulos brancos (leucócitos), glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.
Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em uma célula cancerosa, de rápida multiplicação e morrendo menos do que as células normais. Assim, as células sanguíneas saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por células anormais cancerosas.
Quer saber mais? Continue a leitura e confira!
O que pode causar leucemia?
As causas exatas da leucemia ainda não são totalmente conhecidas. No entanto, sabe-se que a doença pode estar relacionada a fatores genéticos e ambientais. Isso porque, como em outros tipos de câncer, ela pode ocorrer espontaneamente ou a partir de exposição à radiação ou substâncias cancerígenas (como benzeno e fumaça de cigarro).
Quais são os principais tipos de leucemia?
A leucemia é classificada de acordo com o tipo de célula afetada e a velocidade de progressão da doença. Os principais tipos são:
- Leucemia Linfoide Aguda: mais observada em crianças e apresenta rápido desenvolvimento.
- Leucemia Linfoide Crônica: esse tipo, por sua vez, tem desenvolvimento mais lento e raramente ocorre em crianças, afetando principalmente pessoas a partir dos 50 anos.
- Leucemia Mieloide Aguda: esse tipo também é raro em crianças e é a leucemia mais comum em adultos, com desenvolvimento muito rápido.
- Leucemia Mieloide Crônica: caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos e por ter uma evolução lenta. Acomete, em geral, pessoas idosas.
Quais são os sintomas da leucemia?
Os sintomas da leucemia estão relacionados à falha na produção das células sanguíneas. A redução dos glóbulos vermelhos pode causar anemia; a diminuição dos glóbulos brancos favorece infecções; e a baixa produção de plaquetas pode levar a sangramentos. Os sintomas mais frequentes são:
- Fraqueza
- Sangramentos
- Manchas roxas no corpo
- Dores nas pernas
- Febre
- Gânglios aumentados
- Dor e aumento na região esquerda do corpo (baço)
Como a leucemia é diagnosticada?
Ao observar sintomas persistentes, é fundamental procurar orientação médica. A partir da avaliação clínica, o profissional solicita exames de sangue.
Caso sejam identificadas alterações, é indicado um exame da medula óssea, chamado mielograma. Esse exame permite confirmar o diagnóstico de leucemia.
Leucemia tem cura? Como funciona o tratamento?
Sim, a leucemia tem cura, inclusive em seus diferentes tipos. No entanto, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento.
O tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia e com as características de cada paciente. O objetivo é eliminar as células anormais para que a medula óssea volte a produzir células sanguíneas saudáveis.
Isso é feito com a quimioterapia, controle das complicações e prevenção ou tratamento do comprometimento do sistema nervoso central, como cérebro e medula espinhal. Em alguns casos, o transplante de medula óssea é indicado.
Fevereiro Laranja: o mês de conscientização sobre a leucemia
O Fevereiro Laranja tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea.
O transplante de medula óssea é indicado em casos considerados de alto risco. O primeiro passo é a busca por compatibilidade entre familiares de primeiro grau. Quando não há compatibilidade, o paciente é incluído em um banco de medula óssea, onde doadores voluntários cadastrados podem ser identificados.
A chance de encontrar um doador compatível ainda é relativamente baixa. Por isso, apoiar essa campanha e considerar a doação de medula óssea pode salvar vidas. Compartilhe este conteúdo e ajude a ampliar a conscientização.