Leucemia: sintomas, tipos, diagnóstico e tratamento

14 de janeiro de 2026

Leucemia

A leucemia é um tipo de câncer que afeta as células sanguíneas produzidas na medula óssea, principalmente os glóbulos brancos. Em grande parte dos casos, sua origem é desconhecida.

A medula óssea tem um papel fundamental no organismo. Ela ocupa o interior dos ossos e é responsável pela produção das células do sangue: glóbulos brancos (leucócitos), glóbulos vermelhos (hemácias ou eritrócitos) e plaquetas.

Na leucemia, uma célula sanguínea que ainda não atingiu a maturidade sofre uma mutação genética que a transforma em uma célula cancerosa, de rápida multiplicação e morrendo menos do que as células normais. Assim, as células sanguíneas saudáveis da medula óssea vão sendo substituídas por células anormais cancerosas. 

Quer saber mais? Continue a leitura e confira!

O que pode causar leucemia? 

As causas exatas da leucemia ainda não são totalmente conhecidas. No entanto, sabe-se que a doença pode estar relacionada a fatores genéticos e ambientais. Isso porque, como em outros tipos de câncer, ela pode ocorrer espontaneamente ou a partir de exposição à radiação ou substâncias cancerígenas (como benzeno e fumaça de cigarro). 

Quais são os principais tipos de leucemia? 

A leucemia é classificada de acordo com o tipo de célula afetada e a velocidade de progressão da doença. Os principais tipos são:

  • Leucemia Linfoide Aguda: mais observada em crianças e apresenta rápido desenvolvimento. 
  • Leucemia Linfoide Crônica: esse tipo, por sua vez, tem desenvolvimento mais lento e raramente ocorre em crianças, afetando principalmente pessoas a partir dos 50 anos. 
  • Leucemia Mieloide Aguda: esse tipo também é raro em crianças e é a leucemia mais comum em adultos, com desenvolvimento muito rápido.  
  • Leucemia Mieloide Crônica: caracteriza-se por uma produção excessiva de glóbulos brancos e por ter uma evolução lenta. Acomete, em geral, pessoas idosas. 

Quais são os sintomas da leucemia? 

Os sintomas da leucemia estão relacionados à falha na produção das células sanguíneas. A redução dos glóbulos vermelhos pode causar anemia; a diminuição dos glóbulos brancos favorece infecções; e a baixa produção de plaquetas pode levar a sangramentos. Os sintomas mais frequentes são: 

  • Fraqueza 
  • Sangramentos 
  • Manchas roxas no corpo 
  • Dores nas pernas 
  • Febre 
  • Gânglios aumentados 
  • Dor e aumento na região esquerda do corpo (baço) 

Como a leucemia é diagnosticada? 

Ao observar sintomas persistentes, é fundamental procurar orientação médica. A partir da avaliação clínica, o profissional solicita exames de sangue.

Caso sejam identificadas alterações, é indicado um exame da medula óssea, chamado mielograma. Esse exame permite confirmar o diagnóstico de leucemia.

Leucemia tem cura? Como funciona o tratamento? 

Sim, a leucemia tem cura, inclusive em seus diferentes tipos. No entanto, o diagnóstico precoce é essencial para aumentar as chances de sucesso no tratamento.

O tratamento varia de acordo com o tipo de leucemia e com as características de cada paciente. O objetivo é eliminar as células anormais para que a medula óssea volte a produzir células sanguíneas saudáveis.

Isso é feito com a quimioterapia, controle das complicações e prevenção ou tratamento do comprometimento do sistema nervoso central, como cérebro e medula espinhal. Em alguns casos, o transplante de medula óssea é indicado.

Fevereiro Laranja: o mês de conscientização sobre a leucemia 

O Fevereiro Laranja tem o objetivo de conscientizar as pessoas sobre a leucemia e a importância da doação de medula óssea. 

O transplante de medula óssea é indicado em casos considerados de alto risco. O primeiro passo é a busca por compatibilidade entre familiares de primeiro grau. Quando não há compatibilidade, o paciente é incluído em um banco de medula óssea, onde doadores voluntários cadastrados podem ser identificados.

A chance de encontrar um doador compatível ainda é relativamente baixa. Por isso, apoiar essa campanha e considerar a doação de medula óssea pode salvar vidas. Compartilhe este conteúdo e ajude a ampliar a conscientização.

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