Anticoncepcional: tipos, como funciona e como escolher o método ideal

27 de maio de 2026

Mulher em casa segura uma cartela verde com padrão de pontos, simbolizando uso de anticoncepcional como método contraceptivo no cotidiano

O anticoncepcional faz parte da rotina de milhões de pessoas e tem um papel importante no planejamento reprodutivo, na prevenção da gravidez e até no tratamento de algumas condições de saúde. Hoje, existem diferentes métodos disponíveis, como pílula, injeção anticoncepcional, DIU, adesivo anticoncepcional e implantes hormonais. 

Cada opção funciona de uma forma e pode se adaptar melhor a diferentes momentos da vida, estilos de rotina e necessidades de saúde. Por isso, entender como cada método age no organismo ajuda a tomar decisões mais conscientes e seguras. 

Além da prevenção da gravidez, alguns anticoncepcionais também podem auxiliar no controle de cólicas intensas, endometriose, síndrome dos ovários policísticos (SOP), acne e alterações menstruais. Ainda assim, nenhum método deve ser iniciado sem orientação médica. 

Neste conteúdo, você vai entender para que serve o anticoncepcional, conhecer os principais tipos disponíveis e descobrir o que considerar na escolha do método mais adequado para você. Continue a leitura e confira! 

Para que serve o anticoncepcional? 

O anticoncepcional é utilizado principalmente para prevenir a gravidez. Os métodos hormonais atuam impedindo a ovulação ou dificultando o encontro entre o espermatozoide e o óvulo. Além da contracepção, alguns métodos também podem ser indicados para: 

  • regular o ciclo menstrual;  
  • reduzir cólicas;  
  • controlar sintomas da TPM;  
  • auxiliar no tratamento da endometriose;  
  • ajudar no controle da síndrome dos ovários policísticos;  
  • diminuir fluxo menstrual intenso;  
  • melhorar quadros de acne e oleosidade em alguns casos.  

O método ideal varia de pessoa para pessoa. Idade, histórico de saúde, rotina, desejo de engravidar no futuro e presença de doenças crônicas são fatores que influenciam nessa escolha. 

Também é importante lembrar que a maioria dos anticoncepcionais não protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Por isso, o preservativo continua sendo indispensável nas relações sexuais. 

Como o anticoncepcional funciona no organismo? 

Os anticoncepcionais agem principalmente por meio da ação de hormônios sintéticos semelhantes aos produzidos naturalmente pelo corpo, como estrogênio e progesterona. Dependendo do método escolhido, eles podem atuar de diferentes formas ao mesmo tempo: 

  • impedindo a ovulação;  
  • engrossando o muco do colo do útero, dificultando a passagem dos espermatozoides; 
  • alterando o endométrio, camada interna do útero, tornando a gravidez menos provável.  

Na prática, isso significa que o organismo passa a receber estímulos hormonais que reduzem as chances de fecundação. 

A forma como esses hormônios são liberados varia conforme o método. A pílula anticoncepcional, por exemplo, precisa ser tomada regularmente. Já opções como DIU hormonal, implante anticoncepcional, adesivo anticoncepcional e injeção anticoncepcional liberam hormônios de forma contínua por períodos maiores. 

Também existem métodos não hormonais, como o DIU de cobre, o preservativo e o diafragma. Nesses casos, o mecanismo de ação é diferente e não envolve alteração hormonal. 

A escolha do método depende de fatores individuais e deve considerar histórico de saúde, rotina, preferências pessoais e orientação médica. 

Anticoncepcional faz mal? Possíveis efeitos colaterais 

Na verdade, os efeitos do remédio anticoncepcional variam de pessoa para pessoa e dependem do método utilizado. 

Embora muitas mulheres usem anticoncepcionais sem grandes problemas, alguns efeitos colaterais podem acontecer, principalmente nos primeiros meses de adaptação. Entre os mais comuns estão: 

  • náuseas;  
  • dor de cabeça;  
  • sensibilidade nas mamas;  
  • alterações de humor;  
  • retenção de líquido;  
  • escapes menstruais;  
  • alteração no fluxo menstrual;  
  • acne ou oleosidade;  
  • redução ou ausência de menstruação em alguns métodos. 

Além disso, existem situações em que determinados anticoncepcionais podem não ser recomendados, como em casos de: 

  • histórico de trombose;  
  • hipertensão não controlada;  
  • doenças cardiovasculares;  
  • doenças hepáticas;  
  • enxaqueca com aura;  
  • tabagismo associado a fatores de risco.  

Por isso, tomar anticoncepcional sem avaliação profissional não é indicado. O acompanhamento com ginecologista ajuda a identificar contraindicações, ajustar dosagens e escolher o método mais seguro para cada pessoa. 

Se surgirem sintomas intensos ou persistentes após iniciar um anticoncepcional, a orientação médica deve ser procurada. 

Principais tipos de anticoncepcional 

Existem diferentes métodos anticoncepcionais disponíveis atualmente. Alguns são hormonais, outros funcionam como barreira física e também existem métodos definitivos. 

A melhor escolha é realizada em conjunto com um profissional, pois depende de fatores como idade, rotina, condições de saúde, desejo de engravidar no futuro e adaptação ao método. 

Preservativo (camisinha masculina e feminina) 

O preservativo é um método de barreira que impede o contato entre espermatozoides e óvulo. Além de ajudar na prevenção da gravidez, ele também protege contra infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). 

Por isso, mesmo quando outro método anticoncepcional é utilizado, a camisinha continua sendo recomendada. Entre as principais vantagens estão o fácil acesso, a ausência de hormônios, proteção contra ISTs e uso sob demanda, sem necessidade de rotina contínua.  

O preservativo masculino é o mais conhecido, mas também existe a camisinha feminina, que é colocada dentro da vagina antes da relação sexual. Para reduzir falhas, é importante utilizar corretamente em todas as relações. 

Pílula anticoncepcional 

A pílula é um dos métodos hormonais mais conhecidos. Ela contém hormônios que impedem a ovulação e dificultam a fecundação. Existem diferentes tipos de pílula, incluindo as combinadas, com estrogênio e progesterona e as pílulas apenas com progesterona. 

As pílulas combinadas são as mais utilizadas. Elas costumam ajudar na regularização menstrual e podem auxiliar no controle de acne, cólicas e sintomas da TPM. Porém, nem todas as mulheres podem usar estrogênio, especialmente em casos de trombose, hipertensão, enxaqueca com aura ou alguns problemas cardiovasculares. 

Já as pílulas apenas com progesterona podem ser indicadas para mulheres que não podem utilizar estrogênio, incluindo algumas lactantes. Em alguns casos, elas podem provocar mais irregularidade menstrual e exigem ainda mais atenção ao horário correto de uso. 

A eficácia depende diretamente do uso correto. Esquecimentos frequentes podem reduzir a proteção contra gravidez.  

Além da contracepção, a pílula anticoncepcional pode ser indicada para: 

  • controle da acne;  
  • redução de cólicas;  
  • tratamento da endometriose;  
  • controle da SOP (Síndrome dos Ovários Policísticos);  
  • regularização menstrual.  

Por outro lado, algumas mulheres podem apresentar efeitos colaterais ou contraindicações. A escolha do medicamento deve sempre ser individualizada. 

Injeção anticoncepcional 

A injeção anticoncepcional é uma alternativa para quem deseja praticidade e tem dificuldade em manter a rotina da pílula diária.  

Enquanto a pílula precisa ser tomada todos os dias, a injeção é aplicada em intervalos maiores, o que pode reduzir o risco de esquecimentos. Além disso, como o medicamento é aplicado diretamente no músculo, sua absorção não depende do sistema digestivo.  

Ela pode ser mensal, com estrogênio e progesterona ou trimestral, apenas com progesterona.  

A versão mensal costuma manter um padrão menstrual mais parecido com o ciclo natural. Já a trimestral frequentemente reduz bastante a menstruação ou pode até causar ausência de sangramento após algum tempo de uso. 

Assim como acontece com a pílula, a injeção age impedindo a ovulação e dificultando a fecundação. Porém, depois da aplicação, não é possível interromper imediatamente os efeitos hormonais, como pode acontecer ao parar uma cartela de pílula. 

O medicamento é aplicado por via intramuscular por um profissional de saúde. Entre os possíveis efeitos estão: 

  • alterações menstruais;  
  • retenção de líquido;  
  • sensibilidade nas mamas;  
  • escapes;  
  • ausência de menstruação em alguns casos.  

É importante que a aplicação seja realizada nos intervalos corretos para manter a eficácia. 

Adesivo anticoncepcional 

O adesivo anticoncepcional é um método hormonal que libera estrogênio e progesterona continuamente pela pele. Ele funciona de forma parecida com a pílula combinada, mas tem uma diferença importante: a troca é semanal, e não diária. 

O adesivo pode ser aplicado em regiões como braço, abdômen, costas e nádegas. O uso normalmente acontece durante três semanas seguidas, com pausa de uma semana para a menstruação. 

Por liberar os hormônios continuamente, o adesivo ajuda a impedir a ovulação e também dificulta a passagem dos espermatozoides. Entre as principais vantagens estão: 

  • menor chance de esquecimento em comparação à pílula diária;  
  • praticidade no uso;  
  • absorção hormonal sem passar pelo sistema digestivo;  
  • possibilidade de ciclos menstruais mais regulares em algumas mulheres.  

Por outro lado, alguns cuidados são importantes para manter a eficácia: 

  • respeitar corretamente os dias de troca;  
  • observar diariamente se o adesivo continua bem fixado na pele;  
  • trocar imediatamente caso ele descole;  
  • utilizar corretamente durante todas as semanas do ciclo.  

Algumas mulheres também podem apresentar efeitos colaterais como náuseas, dor de cabeça, sensibilidade nas mamas, alterações de humor e escapes menstruais. Além disso, o método pode não ser indicado para pessoas com histórico de trombose, enxaqueca com aura ou alguns fatores de risco cardiovasculares. 

DIU (dispositivo intrauterino) 

O DIU é um método contraceptivo de longa duração inserido no útero por um profissional de saúde. Dependendo do tipo, ele pode proteger contra gravidez por vários anos. Existem diferentes modelos disponíveis: 

  • DIU de cobre – não possui hormônios e age dificultando a movimentação dos espermatozoides e a fecundação. Costuma ter duração prolongada e pode ser uma opção para quem prefere métodos não hormonais. Em algumas mulheres, pode aumentar o fluxo menstrual e as cólicas, principalmente nos primeiros meses. 
  • DIU de prata –  funciona de forma semelhante ao DIU de cobre, mas possui cobre associado à prata em sua composição. Também não contém hormônios e pode ser indicado para mulheres que desejam um método de longa duração sem ação hormonal. Dependendo do organismo, algumas mulheres relatam melhor adaptação em relação às cólicas e ao fluxo menstrual. 
  • DIU hormonal – libera progesterona localmente no útero, ajudando a impedir a gravidez e podendo reduzir o fluxo menstrual e as cólicas. Em alguns casos, a menstruação pode diminuir bastante ou até deixar de acontecer.  

A escolha entre DIU hormonal, DIU de cobre ou DIU de prata deve ser feita junto ao ginecologista, considerando histórico de saúde, adaptação e preferência individual. 

Implante 

O implante hormonal, conhecido popularmente como chip anticoncepcional, é um pequeno dispositivo colocado sob a pele do braço por um profissional de saúde. Ele libera progesterona continuamente no organismo e pode proteger contra gravidez por até três anos. 

Por ser um método de longa duração, o implante costuma ser uma opção prática para quem não deseja se preocupar diariamente com anticoncepcional. Entre as vantagens estão: 

  • alta eficácia;  
  • proteção prolongada;  
  • praticidade;  
  • ausência de uso diário;  
  • rápida reversibilidade após retirada.  

Além da contracepção, algumas mulheres percebem melhora das cólicas e redução do fluxo menstrual. Por outro lado, alterações menstruais são relativamente comuns, principalmente nos primeiros meses. Algumas mulheres podem apresentar escapes frequentes, ausência de menstruação ou ciclos irregulares. 

Vale lembrar que o implante também não protege contra ISTs e deve ser indicado após avaliação médica individualizada. 

Pílula do dia seguinte 

A pílula do dia seguinte é um método contraceptivo de emergência utilizado após uma relação sexual desprotegida ou quando há falha do método utilizado, como rompimento da camisinha ou esquecimento frequente da pílula anticoncepcional. Ela funciona principalmente atrasando ou impedindo a ovulação. 

Apesar do nome, o medicamento não precisa ser tomado apenas no dia seguinte. Na verdade, quanto mais cedo for utilizado, maior tende a ser sua eficácia. É importante lembrar que: 

  • a pílula do dia seguinte não deve substituir métodos contraceptivos de rotina;  
  • ela não interrompe uma gravidez já existente;  
  • não protege contra ISTs;  
  • o uso frequente pode causar alterações menstruais e aumentar os efeitos colaterais hormonais.  

Entre os efeitos colaterais mais comuns estão: 

  • náuseas;  
  • alteração no ciclo menstrual;  
  • dor de cabeça;  
  • sensibilidade nas mamas;  
  • escapes menstruais.  

Em caso de atraso menstrual após o uso, pode ser indicado realizar um teste de gravidez e procurar orientação médica. 

Diafragma 

O diafragma é um método contraceptivo de barreira colocado dentro da vagina antes da relação sexual. Ele funciona cobrindo o colo do útero e dificultando a passagem dos espermatozoides.  

Geralmente, é utilizado junto com espermicida para aumentar a eficácia. Por não conter hormônios, pode ser uma alternativa para mulheres que não podem ou não desejam usar métodos hormonais. Entre as características do diafragma estão: 

  • reutilização após higienização correta;  
  • ausência de hormônios;  
  • uso apenas no momento da relação sexual.  

Para funcionar adequadamente, o tamanho deve ser indicado por um profissional de saúde e o uso precisa seguir corretamente as orientações médicas. 

Espermicida 

O espermicida é uma substância química que reduz a movimentação dos espermatozoides e dificulta a fecundação. Pode ser encontrado em diferentes formas, como: 

  • gel;  
  • creme;  
  • espuma;  
  • lubrificante; 
  • esponja; 
  • supositório ou óvulo vaginal.  

Normalmente, o espermicida é utilizado junto com outros métodos de barreira, como preservativo ou diafragma, porque sozinho possui menor eficácia contraceptiva. Além disso, ele não protege contra infecções sexualmente transmissíveis. 

Algumas pessoas podem apresentar irritação local ou sensibilidade aos componentes do produto. 

Laqueadura e vasectomia  

A laqueadura e a vasectomia são métodos contraceptivos considerados definitivos.  

A laqueadura é realizada nas tubas uterinas da mulher, impedindo o encontro entre óvulo e espermatozoide. Já a vasectomia interrompe a passagem dos espermatozoides nos canais do homem. 

Ambos os métodos apresentam alta eficácia na prevenção da gravidez e costumam ser indicados para pessoas que não desejam ter filhos no futuro ou que já concluíram seu planejamento reprodutivo. 

Apesar de existirem procedimentos de reversão em alguns casos, eles nem sempre funcionam. Por isso, a decisão deve ser tomada com cuidado e orientação médica. 

Também é importante lembrarde três pontos importantes: 

  1. Nenhum dos dois métodos protege contra ISTs; 
  2. A vasectomia não tem efeito imediato após o procedimento;  
  3. O acompanhamento médico é necessário antes e depois da cirurgia. 

Métodos combinados: por que usar mais de um método? 

Combinar métodos contraceptivos pode aumentar a proteção contra gravidez e também ajudar na prevenção de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). 

Isso acontece porque alguns métodos possuem funções diferentes.  

Enquanto anticoncepcionais hormonais, DIU e implantes atuam principalmente na prevenção da gravidez, o preservativo é o principal método que ajuda a reduzir o risco de ISTs, incluindo HIV e aids.  

Por isso, é comum que profissionais de saúde recomendem o uso combinado de métodos, especialmente: 

  • camisinha + pílula anticoncepcional;  
  • camisinha + DIU;  
  • camisinha + implante;  
  • camisinha + injeção anticoncepcional.  

Essa combinação ajuda a reduzir falhas e amplia a proteção durante as relações sexuais. Além disso, existem situações em que o uso complementar pode ser temporariamente necessário, como: 

  • esquecimento da pílula; 
  • atraso na injeção anticoncepcional; 
  •  descolamento do adesivo anticoncepcional; 
  • uso inicial de alguns métodos hormonais;  
  • uso de medicamentos que podem reduzir a eficácia contraceptiva.  

Planejamento reprodutivo e autonomia de escolha 

O acesso à informação e aos métodos contraceptivos faz parte do planejamento reprodutivo e do cuidado com a saúde. 

Mais do que evitar uma gravidez, escolher um anticoncepcional envolve autonomia, qualidade de vida e a possibilidade de decidir sobre o próprio corpo e os próprios planos. 

Cada pessoa possui necessidades diferentes. Algumas preferem métodos sem hormônios. Outras buscam praticidade, longa duração ou controle de sintomas menstruais. Por isso, não existe um único método ideal para todas as mulheres. 

Fatores como idade, rotina, histórico de saúde, desejo de engravidar no futuro, presença de doenças crônicas, adaptação ao método, efeitos colaterais e amamentação, podem influenciar diretamente nessa escolha. 

O acesso à educação sexual e à informação sobre contracepção também contribui para a prevenção da gravidez na adolescência e para escolhas mais conscientes ao longo da vida. 

O mais importante é que a decisão seja tomada com informação, segurança e acompanhamento profissional. 

Se você gostou deste conteúdo e quer continuar refletindo sobre maternidade, planejamento reprodutivo e os diferentes caminhos da vida reprodutiva feminina, aproveite para conferir também nosso conteúdo sobre congelamento de óvulos! 

Dúvidas frequentes sobre anticoncepcional 

Qual é o melhor anticoncepcional? 

O melhor anticoncepcional é aquele que se adapta à sua saúde, rotina e objetivos reprodutivos. 
Métodos como DIU hormonal, DIU de cobre e implante costumam ter alta eficácia porque não dependem do uso diário. Já a pílula anticoncepcional pode ser uma boa opção para quem consegue manter horários regulares.

Antes de escolher um método, é importante considerar idade, histórico de saúde, fluxo menstrual, presença de cólicas, desejo de engravidar futuramente, facilidade de adaptação, frequência de esquecimentos. A escolha deve ser feita com orientação ginecológica. 

Anticoncepcional protege contra ISTs? 

Não. A maioria dos anticoncepcionais não protege contra ISTs. Métodos como pílula, DIU, implante, adesivo anticoncepcional e injeção anticoncepcional ajudam a prevenir gravidez, mas não reduzem o risco de infecções sexualmente transmissíveis. 

O preservativo masculino e feminino continuam sendo os principais métodos de proteção contra ISTs, incluindo HIV e aids. Por isso, muitas pessoas utilizam camisinha junto com outro método contraceptivo. 

Como saber se estou grávida? 

O atraso menstrual costuma ser o principal sinal de gravidez. Outros sintomas podem incluir náuseas, sensibilidade nas mamas, cansaço, aumento da vontade de urinar e alterações no apetite. Para confirmar a gravidez, é indicado realizar um teste de gravidez. 

O teste de farmácia detecta o hormônio beta-hCG na urina e costuma ser mais confiável após o atraso menstrual. Já o exame de sangue pode identificar a gravidez mais precocemente. 

O que considerar antes de escolher um método? 

Antes de escolher um anticoncepcional, é importante buscar orientação profissional e avaliar sua rotina, histórico de saúde e preferência pessoal. Questões como praticidade no dia a dia, intensidade das cólicas, fluxo menstrual, tabagismo, hipertensão, uso de outros medicamentos e desejo de ter filhos futuramente podem influenciar na escolha. 

Métodos de longa duração, como DIU e implante, costumam apresentar menor risco de falha no uso cotidiano porque dependem menos da lembrança diária. 

Quando procurar orientação profissional? 

A orientação médica é recomendada antes de iniciar qualquer anticoncepcional. Também é importante procurar avaliação profissional em casos de dores intensas, falta de ar, inchaço nas pernas, sangramento excessivo, dores de cabeça fortes, suspeita de gravidez ou efeitos colaterais persistentes. O acompanhamento ajuda a identificar contraindicações e escolher o método mais seguro para cada organismo. 

Anticoncepcional engorda? 

O anticoncepcional pode causar retenção de líquido e alterações no peso em algumas mulheres, mas isso não acontece com todas as pessoas. 

A resposta varia conforme o tipo de método, composição hormonal, metabolismo e hábitos de vida. Algumas mulheres percebem mais inchaço nos primeiros meses de adaptação, enquanto outras não observam mudanças significativas. 

Posso usar anticoncepcional sem prescrição? 

O mais indicado é usar anticoncepcional com orientação médica. Embora alguns métodos sejam vendidos em farmácias, existem contraindicações importantes relacionadas a trombose, hipertensão, doenças cardiovasculares, doenças hepáticas e enxaqueca com aura. 

automedicação pode aumentar riscos e dificultar a escolha do método mais adequado. 

Qual a eficácia de cada método anticoncepcional? 

A eficácia do anticoncepcional varia conforme o método e o uso correto. Métodos de longa duração, como implante hormonal e DIU hormonal, possuem eficácia acima de 99%. O DIU de cobre também apresenta alta eficácia. 

Já métodos como pílula anticoncepcional e preservativo dependem mais do uso correto no dia a dia. Esquecimentos e falhas no uso podem reduzir a proteção contra gravidez. 

Nenhum método contraceptivo é 100% eficaz. Por isso, seguir corretamente as orientações de uso ajuda a aumentar a segurança contraceptiva. 

Qual anticoncepcional tem menos hormônio? 

Métodos como DIU hormonal e implante costumam liberar menores quantidades hormonais de forma contínua e localizada. Já métodos não hormonais, como DIU de cobre e preservativo, não possuem hormônios. A escolha depende da avaliação médica e das necessidades individuais. 

DIU dói para colocar? 

A inserção do DIU pode causar desconforto e cólicas em algumas mulheres, mas a intensidade varia de pessoa para pessoa.  O procedimento é rápido e realizado por um profissional de saúde. Em muitos casos, o desconforto melhora logo após a colocação. 

Quem usa DIU menstrua? 

Depende do tipo de DIU. O DIU de cobre costuma manter a menstruação e pode aumentar o fluxo menstrual nos primeiros meses. Já o DIU hormonal pode reduzir bastante a menstruação ou até causar ausência de sangramento em algumas mulheres. 

Posso tomar anticoncepcional durante a amamentação? 

Depende do tipo de anticoncepcional. Alguns métodos apenas com progesterona podem ser indicados durante a amamentação. Já métodos com estrogênio podem não ser recomendados em determinados períodos. A avaliação médica é extremamente importante nessa fase. 

Antibiótico corta o efeito do anticoncepcional? 

Alguns medicamentos podem reduzir a eficácia do anticoncepcional. Isso pode acontecer com determinados antibióticos, anticonvulsivantes e medicamentos usados em tratamentos específicos. Sempre que iniciar um novo remédio, é importante informar ao médico que utiliza anticoncepcional. 

  • 27/05/2026 14:40Versão atual
  • 27/05/2026 14:40Revisão
  • 27/05/2026 10:50Revisão

Conteúdo produzido pela equipe de Gestão de Saúde da MDS Brasil

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Responsável Técnico

Dr. Claudio Albuquerque

Diretor de Gestão de Saúde da MDS Brasil (CRM 188683)

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