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Uma nova forma de se comunicar pode ser um novo começo de alguém

Idosa Atleta Mulher

A cada dia, cerca de 38 pessoas tiram suas próprias vidas no Brasil.

950 tentam partir. E incontáveis outras pessoas estão, neste exato momento, pensando seriamente na possibilidade.

Para todas essas vidas que ainda pulsam, pulsa também a esperança. E a Comunicação Não Violenta pode ser uma das melhores aliadas nesse recomeço.

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O que é Comunicação Não Violenta?

A Comunicação Não Violenta é uma prática com objetivo de gerar mais compreensão e colaboração nas relações pessoais, profissionais e até com nós mesmos.

Ela foi sistematizada por Marshall Bertram Rosenberg, um psicólogo americano e autor do livro Comunicação Não Violenta. O nome foi inspirado nos trabalhos de resistência não violenta de Gandhi e Martin Luther King.

A CNV, como também é chamada, prega que a maneira mais efetiva de expressarmos o que precisamos é sem usar críticas ou julgamentos. Dessa maneira, é possível construir conexões mais sinceras e resolver conflitos de forma pacífica.

Os 4 pilares da Comunicação Não Violenta são:

Observação

Observação:

descrever o que aconteceu de forma neutra e imparcial, como uma câmera de vídeo, sem julgamentos ou críticas.

Sentimento

Sentimento:

identificar e expressar a emoção gerada pelo fato (exemplo: frustrado, alegre, triste), e não uma avaliação sobre o que o outro fez.

Necessidade

Necessidade:

reconhecer os valores universais ou desejos humanos que motivaram aquele sentimento (exemplo: necessidade de respeito, segurança ou clareza).

Pedido

Pedido:

fazer uma solicitação clara, concreta e realizável sobre ações específicas para atender à necessidade identificada, evitando exigências.


A Comunicação Não Violenta na prevenção ao suicídio

A Comunicação Não Violenta pode ser uma ferramenta importante na prevenção do suicídio porque promove escuta, empatia e acolhimento.

Muitas vezes, pessoas em sofrimento não procuram respostas imediatas, mas alguém que as ouça sem julgamentos. A forma como nos comunicamos pode aliviar — ou aumentar — a dor emocional de alguém.

Balao

Em uma primeira ótica, a CNV ajuda na construção de ambientes mais seguros emocionalmente. Nunca sabemos exatamente o que o outro está enfrentando, por isso atitudes como respeito, escuta genuína e cuidado com as palavras fazem diferença.

Já em situações de crise, a CNV se torna ainda mais essencial. Pessoas vulneráveis precisam sentir que podem falar sem medo de serem invalidadas. Frases como “isso é drama”, “você precisa ser forte” ou “tem gente pior” podem aumentar a sensação de solidão e incompreensão.

Em vez disso, é importante acolher com falas como: “eu estou aqui com você”, “imagino como isso deve estar sendo difícil” ou “você não precisa passar por isso sozinho”.

Mais do que encontrar as palavras perfeitas, prevenir também é saber ouvir, acolher e permanecer presente.

Sinais de alerta

Sinais de alerta: quando a escuta precisa virar atenção

Nem sempre pessoas em sofrimento falam diretamente sobre suicídio. Muitas vezes, os sinais aparecem em mudanças de comportamento, falas recorrentes ou isolamento emocional.

Entre os principais sinais de alerta estão:

Fala

Frases como “não aguento mais”, “queria desaparecer” ou “sou um peso para todo mundo”

Isolamento

Isolamento repentino de amigos, família ou atividades habituais

Culpa

Sensação constante de desesperança ou culpa

Despedidas

Despedidas incomuns ou distribuição de objetos importantes

Identifiquei um possível risco de suicídio. E agora?

Dados da Organização Mundial da Saúde indicam que a maior parte dos casos de suicídio pode ser prevenida quando há identificação precoce, apoio emocional e acesso a cuidado adequado.

Por isso, ao perceber sinais de alerta, o mais importante é não os ignorar.

Perguntar diretamente se a pessoa está pensando em machucar a si mesma não “incentiva” o suicídio. Pelo contrário: conversas acolhedoras podem reduzir o isolamento emocional e facilitar a busca por ajuda.

Nesses momentos:

Sem julgamentos

Escute sem julgamentos ou sermões

Acolhimento

Demonstre disponibilidade e acolhimento

Apoio psicológico

Incentive a procura por apoio psicológico ou psiquiátrico

Familia

Procure envolver familiares ou pessoas de confiança

Ajuda

Em situações de risco imediato, busque ajuda especializada

Informações de
qualidade salvam vidas (que você nem imagina estarem em risco)

Baixe o enxoval digital da campanha e ajude a divulgá-la entre todos que você conhece!

Precisando de ajuda agora?
Disque 188 (Centro de Valorização da Vida – CVV). O apoio é gratuito, sigiloso, e funciona 24 horas por dia.