21/10: Dia Nacional de Combate à Sífilis e à Sífilis Congênita!

Saiba como se proteger e como funciona o tratamento 

O Dia Nacional de Combate à Sífilis e Sífilis Congênita foi instituído por meio da Lei nº 13.430/2.017 no terceiro sábado do mês de outubro e tem como principal finalidade envolver a participação de profissionais e gestores da área da saúde na disseminação da relevância da doença, principalmente, na investigação diagnóstica durante o pré-natal das gestantes, bem como nos portadores da doença de ambos os sexos nas infecções sexualmente transmissíveis (IST).   

A Sífilis ou Lues, é uma infeção causada por uma bactéria, denominada de Treponema pallidum, exclusiva da espécie humana e totalmente curável. 

Transmissão:  

Os principais mecanismos de transmissão da sífilis são: relações sexuais sem proteção, sangue ou produtos sanguíneos (agulhas contaminadas ou transfusões de sangues não testados – hoje muito raro), contaminação de mãe para filho durante a gestação ou no momento do parto (sífilis congênita) ou mesmo pela amamentação.  

Sintomas:  

Os sinais e sintomas da sífilis variam de acordo com o estágio da doença, que se divide em:  

Sífilis latente:  

  • Ausência de sinais ou sintomas.  

É dividida em sífilis latente recente (menos de dois anos de infecção) e sífilis latente tardia (mais de dois anos de infecção). A duração é variável, podendo ser interrompida pelo surgimento de sinais e sintomas da forma secundária ou terciária.  

Sífilis primária:  

  • Ferida. 

Normalmente única, no local de ocorrência da entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, colo uterino, ânus, boca, ou outros locais da pele) e que surgem num período entre 10 a e 90 dias após o contágio. Essa lesão é rica em bactérias, normalmente não dói, não coça, não arde e não tem pus, podendo estar acompanhada de ínguas (caroços dolorosos) na virilha.  

Sífilis secundária:  

  • Febre 
  • Cefaleias 
  • Caroços pelo corpo 

Os sinais e sintomas aparecem normalmente entre seis semanas a seis meses do aparecimento e cicatrização da ferida inicial (manchas corporais que não coçam).  

Sífilis terciária: 

  • Lesões cutâneas, ósseas, cardiovasculares e neurológicas.  

Pode surgir de dois a 40 anos (isso mesmo!!!) depois do início da infecção. Uma pessoa pode ter sífilis e não saber, isso porque a doença pode aparecer e desaparecer, mas continuar latente no organismo. Por isso é importante se proteger, fazer o teste e, se a infecção for detectada, tratar da maneira correta. O não tratamento da sífilis pode levar a várias outras doenças e complicações, inclusive à morte.  

Sífilis congênita:  

É a infecção transmitida da mãe para o bebê e pode ocorrer em qualquer fase da gravidez. O risco é maior para as mulheres com sífilis primária ou secundária. Importante ressaltar que a sífilis materna e sem tratamento, pode causar má-formação do feto, aborto espontâneo e morte fetal. Na maioria das vezes, porém, o bebê nasce aparentemente saudável e os sintomas aparecem nos primeiros meses de vida: pneumonia, feridas no corpo, alterações nos ossos e no desenvolvimento mental, surdez e cegueira.  

Tratamento:  

O tratamento é feito com antibióticos e deve ser acompanhado com exames clínicos e laboratoriais para avaliar a evolução da doença e estendido aos parceiros sexuais. A sífilis é uma infecção curável, com tratamento relativamente simples, mas pegar uma vez não promove imunidade. Nas formas mais graves da doença, como na fase terciária, o não tratamento adequado pode levar à morte.  

Prevenção:  

O uso de preservativos (tanto femininos como masculinos) durante todas as relações sexuais (inclusive anais ou orais) é a maneira mais segura de prevenir a doença; o acompanhamento das gestantes e dos parceiros sexuais durante o pré-natal contribui para o controle da sífilis congênita. 

É essencial compreender a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.  
Atente-se aos sinais e, proteja-se! Procure seu médico para mais informações.  

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